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domingo, fevereiro 17, 2013

ALÉM DAS MONTANHAS (18/02/2013)


Muito além das montanhas, posso avistar um oceano límpido com as suas águas calmas
 Os golfinhos e salmões saltando sobre as pequenas ondas, e contemplando as ricas faunas
 Onde descansam serenos com as sua famílias, homens felizes em suas simplórias tendas.
 Muito além das montanhas, posso avistar uma exuberante floresta bastante verde e intocável
 Uma deusa com verdadeiros gestos de bondade, acolhendo à todos em seu coração amável
 Transformando os incontáveis e gigantescos abismos, em minúsculas e insignificantes fendas.

 Muito além das montanhas, posso avistar córregos transparentes descendo por infinitas encostas
 Encontro escritas nas grandes pedras, todas as minhas indagações e as suplicadas respostas
 Que há tempos eu buscava sistematicamente sobre essa vida tão complexa e inconstante.
 Muito além das montanhas, posso avistar torrentes de águas que caem de uma imensa cachoeira
 As sombras refrescando os pequenos animais, provenientes dos galhos baixos da antiga mangueira
 Quando percebo os toques sensíveis em minha têmpora, é a natureza com o seu alegre semblante.

 Muito além das montanhas, posso avistar os olhos entusiasmados dos humildes pescadores em seus barquinhos repletos de camarões
 As crianças esperando ansiosas pelos seus pais, com os pés descalços misturados à terra, próximas aos mourões
 Pulando contentes atrás dos seus protetores, retornando pela estrada segura, ao encontro de suas estadias.
 Muito além das montanhas, posso avistar dezenas de reservas indígenas que nunca foram extirpadas pelos brancos
 Herdeiros natos das continentais Terras, arremessando as suas lanças em caças abundantes por cima dos barrancos
 Descendo contentíssimos em suas longas canoas, pelas correntes mansas do familiar rio em eternas cantorias.

 Muito além das montanhas, posso avistar milhões de religiosos desviando-se dos seus trajetos ilusórios, rumo às instituições de caridade
 Alimentos abundantes em todas as mesas simples dos pobres e miseráveis, a extinção em massa da precariedade
 Lindos e confortáveis caminhos para transitar mesmo em intensa escuridão, um futuro magnífico e absolutamente conciso.
 Muito além das montanhas, posso avistar todas as mãos unidas, aprisionando em cárceres subterrâneos a origem dos preconceitos
 Humanos isentos dos sinais de malditas e mortais doenças, cochilando à vontade em cima dos corfortáveis leitos
 As mais variáveis classes sociais unidas com o mesmo propósito, remando o grande barco nesse concreto paraíso.
                                                   http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

domingo, agosto 19, 2012

HERÓICO SENTIMENTO (13/08/2012)

 Ele subiu penhascos altíssimos com vontade e destreza
 Transitou por ruas movimentadas com os olhos vendados
 Nadou em regatos e lagos repletos de incertezas
 Com a saúde debilitada enfrentou grandes tornados.

Sobressaiu-se confiante diante da fome e do frio
Enfrentou com mãos vazias monstros tão perversos
Com teus braços gigantescos atravessou o grande rio
Lutou com unhas e dentes para estar nos grandes versos.

Em guerras desnecessárias sua ausência é tão sentida!
Passa longe dos pensamentos sem escrúpulos e gananciosos
Intensamente tenta penetrar em homens pessimistas e sem vida
Alimenta o ser oprimido em gestos firmes e meticulosos.

Destemido e audacioso vai penetrando em homens gélidos
Ganha espaço sem se apressar em passos curtos e imponentes
Sobre dezenas de montes íngremes ou em extensos terrenos áridos
Vai transformando almas perdidas em seres humanos benevolentes.
           Alexsandro Menegueli Ferreira
                           

sábado, julho 07, 2012

ESTRADA POR ONDE SIGO...(06/07/12)


             
Contente eu sigo pela estrada arborizada que muitas pessoas seguiram
Os meus olhos atentos e felizes certamente bem poucos viram
Pois numa reclusão sistemática em minha casa quase nunca contemplava o pôr do sol.
Comecei a reparar inúmeros e lindos sorrisos pelo empoeirado e extenso caminho
Percebi a almejada alegria em cada  convidativo e acanhado cantinho
Com as luzes que me guiavam como barcos perdidos ao imenso farol.

As portas enferrujadas foram completamente escancaradas pelas mãos dos inimigos
Tornando isso de fato meu singelo e único abrigo
Onde eu repousei por toda a tarde em uma cama improvisada.
Com estupenda serenidade eu fui abrindo aquele antigo portão
Um sarcástico sorriso entre os lábios para a fria solidão
O corpo forte novamente aos braços de minha eterna amada.

As mágoas destrutivas de minha alma foram derrotadas e expulsas
As tristezas avassaladoras estão plenamente afoitas e confusas
Porque o meu corpo tornou-se um templo imenso e impenetrável.
Nesse instante eu passeio com filhos e esposa seguro e confiante
Os medos invariáveis que sentia não molda mais o meu semblante
Posso pisar firmemente no chão de asfalto rígido e inquebrável.

O ânimo acordou perplexo desse sono deveras triste e profundo
Os pesadelos macabros e dilacerantes extinguíram-se de meu turbulento mundo
Foram invadir mentes impregnadas de pessimismo e pouco amor à vida.
As manhãs e tardes desse inverno com muito mais vigor eu aproveito
Os pensamentos negros eu lancei ao abismo,me livrei em definitivo desse cubículo estreito
Disposto e com muita esperança,sem os temíveis sinais da horrenda ferida...
                Alexsandro Menegueli Ferreira

segunda-feira, junho 25, 2012

EU QUERO,EU PEÇO,EU PERMITO (28/05/04)

   Amo tanto e não sei se é tudo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
 Fora de órbita, me vejo carente e mudo
 Às vezes temo o que já antes vivi
 Em instantes cegos,amante é a lágrima que senti.

 Percebo fácil, deslizes em noites inquietas
 Tremendo lapso, errei na hora incerta
 Sei onde estar? Talvez nem saiba quem sou
 Desejo apenas seguir,para onde ninguém me falou.

Honestidade sempre.Tolice ou lei primordial?
Viver é difícil, no mar de rosas ou num vendaval
Ao nada me sinto tão bem, os malefícios estão enterrados
Seres com vida não têm,nem sombra de meu passado.

Sangro por incompetência? Ou será o destino sombrio?
Mas surge a benevolência,nela ninguém interviu
Claro amor que me doma,na vida ainda acredito
Lealdade sem muito esforço;eu quero, eu peço, eu permito.
          Alexsandro Menegueli Ferreira
 


CHOVIA FORTE (15/04/04)

Chovia forte naquela tarde de janeiro
E o coração ferido não parava de sangrar
Por causa das decepções e marcas em meu rosto
Feitas por pessoas tiranas e incapazes de amar.

Chovia forte naquela tarde de fevereiro
E os mórbidos sentimentos só me faziam chorar
Por minutos e minutos duradouros e insanos
Em que a tristeza reinava absoluta em meu lar.

Chovia forte naquela tarde de março
E a  alma em sofrimento vivia a gritar
Palavras que se perdiam confusas e carentes
Num abismo sem fim e hora para terminar.

Chove forte nessa tarde de abril
Mas o tempo de caos ao fim irá chegar
Nesses dias em que os temporais não surgiram
E os fortes vendavais se enfraqueceram no imenso mar.

Choverá forte nas tardes de maio á dezembro
Mas envolto estou á sentimentos verdadeiros
E pretendo compartilhar com você sem impecílios...
Sem tropeços num caminho atrás do nevoeiro.
        Alexsandro Menegueli Ferreira

AMOR VERDADEIRO (16/04/04)


As águas cristalinas refletiam na imensidão
E os vastos desencontros se entenderam por acaso
Os fracassos eram muitos por séculos e séculos
E a frieza do destino me assediava desde então.

As loucuras em minha mente castigávam-me sem pudor
E a incredulidade em minha alma assassináva-me aos poucos
Os delírios na minha vida eram muitos e incontáveis
E corroia toda a estrutura de um ser em desamor.

Talvez um dia o desespero saia pela porta entre-aberta
E as garras assassinas percam suas forças
Me libertando dessa escrupulosidade horrenda
E delineando o meu caminho a uma paixão concreta.

Hoje não me incomoda as cicatrizes daquela ferida
Nem a agonia que perpetuava num coração gélido
Se desenterrou o amor que antes vivia no calvário
Porque enxerguei em você o sentido de minha vida.
          Alexsandro Menegueli Ferreira

AINDA EXISTEM CAMINHOS (14/05/04)


 Chorei por décadas em ruas escuras
Andava em soluços entre os matos da estrada
Ouvia vozes contentes no Condomínio amargo
Lágrimas ao chão descobriam a madrugada.

Alegre ficava em minutos velozes
Poucos amigos acenavam perto da piscina
As horas passavam inquietas aos meus olhos
Machucados por angústias que virariam rotina.

O tempo passa e ainda existem caminhos a seguir
Ninguém pode viver só em tristezas todas as tardes
Manhãs e noites também nos dão alegrias
Quando o que sentimos é mais do que a verdade.

A verdade é explícita no rosto que te sorri
Olhos ludibriados somem pelo céu cinzento
Contenção de desejos não acontece entre nós
Somente coisas que afastam qualquer indício de tormento.
            Alexsandro Menegueli Ferreira

25 DE MARÇO (01/07/04)


Mortos sem piedade foram os desgostos do passado
Suas mortes tiveram início numa quinta de março
em que tudo se tornaria claro em minha vida
desgastada pelos anos e movida pelo cansaço.

Num andar maroto para casa ia alegremente
Sentindo uma euforia que me invadia da cabeça aos pés
Caminhei com os pensamentos cheios de esperança
por ter encontrado definitivamente a verdadeira mulher.

Cheguei em casa renovado com quem acabara de conhecer
Imaginei o dia de amanhã,e o que iria falar
Amor a primeira vista era algo no qual não acreditava
até que finalmente meu coração resolveu provar.

Passou toda inibida aos meus olhos naquela sexta-feira
Com ar gracioso paraste,e meu coração acelerou
As palavras doces de tua boca me deixava enfeitiçado
Senti pela primeira vez que Deus enfim me abençoou.
Alexsandro Menegueli Ferreira 

OBJETIVO (07/09/02)


                        
No decorrer dos minutos,entre tumultos e insultos,encontrei o caminho
Árduo e imprevisível,tornou-se claro e evidente
Vejo portas se abrindo,idéias surgindo aos pouquinhos
Em minha mente,tudo se torna claro a minha frente.

Me enaltece e exalta no mais belo
Instante volúvel,único e criativo
Abstrato que era,se concretizou,e o último elo
Perdido que estava,aparece num mar de incentivo.

Despertei de um sono profundo,imundo,que entristecia
A alma no fundo,magoava o momento mais adequado
Destoavam as cores do arco-íris,pensamentos impuros,envelheciam
O sentimento exato e preciso,passava por tudo calado.

Mas agora sigo o objetivo sólido e incessante
Com metas traçadas,e o meu esforço
Não foi em vão,busquei constantemente
A coerência das palavras,e da tristeza em mim:Não se tem nenhum esboço.
                     Alexsandro Menegueli Ferreira