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quinta-feira, outubro 05, 2017

NEVOEIROS 05/10/2017

Pontos insignificantes em prováveis Universos
Lapsos de criatividade em negros versos
Curso por águas poluídas e duvidosas moradas
Sorrisos contestáveis que a muitos importa
Textos decorados numa biblioteca morta
Delírios nocivos pelas contestáveis estradas

Seres impensantes em avenidas bem escuras
Andarilhos sem rumo em suas eternas clausuras
Involução por todos os tristes e tediosos minutos
Olhos conformados dos inúmeros fiéis
Refúgio ilusório em templos tão cruéis
Ceifadores da razão esses líderes fajutos

Vinda aguardada do que nunca existiu
Compaixão enraizada em terreno tão hostil
Rebanhos manipuláveis desde os frios berços
Intrinsecamente se encontram os desejos impossíveis
O cego julgamento  com medidas descabíveis
Pensamentos detidos em nevoeiros bem espessos.

terça-feira, novembro 27, 2012

ÀS VEZES (27/11/2012)



                                       
                                             Às vezes
                                             Sem razão
                                             Incapaz
                                             Solidão.

                                             Dor
                                             Dilacerante
                                             Decepcionado
                                             Errante.

                                            Sem saída
                                            Loucura
                                            Prisioneiro
                                            Amargura.

                                            Choro
                                            Sorrio
                                            Triste
                                            Vazio.

                                            Viver
                                            Por quê?
                                            Por acaso
                                            Adormecer.
                                http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

segunda-feira, novembro 19, 2012

IMPERFEIÇÃO (18/11/2012)



                                
Os sorrisos são infelizes e os choros transbordam em contentamentos
As verdades transitam em seres falsos e as mentiras em frases verdadeiras
Os prazeres vasculham toda a casa em passos desanimados e lentos  
O amor sem escrúpulos nasceu em um oceano imerso às gélidas fogueiras.

Os pecadores de alma limpa vivem serenos e avessos aos plausíveis pecados
Os ladrões esbanjam bondade em meio à compaixão e atos perfeitos
A sinceridade reina irretocável em um lago intransparente com seres dissimulados
A prestigiada amizade te socorre em mãos falsas e engrandece os teus defeitos.

As loucuras coerentes discursam em mentes sanas e convencem em suas ideias
A solidão de bem com a vida está à vontade na piscina repleta de amizades
A coerência se afoga em perturbações incoerentes e diz frases sem nexo à plateia
Reclusas e sem brilho algum em teus olhos tristes as depressivas vaidades.

A fraqueza distribui energia e as doenças sorriem pelo hospital desenvoltas
A pobreza reside em luxuosas mansões e os ricos pedem abundantes esmolas
Os oceanos viraram regatos e estão levando às famílias suas míseras gotas
A liberdade em prisão perpétua foi trancafiada dentro de infinitas gaiolas.

Os segundos são eternos no transcorrer intransponível de um instante
Os anos tornam-se séculos aos olhos de idosos que não enxergam
A humildade com sorriso cínico transpira arrogância em orgulhoso semblante
Os desejos nascem frios no lago demasiadamente frígido que navegam.

As preocupações excessivas amanhecem de braços cruzados e indiferentes
Os leigos são intelectos com seus livros nas mãos em uma terra ignorada
Os valentes não saem de casa por causa das pernas trêmulas e medos latentes
E a coragem em homens inseguros e covardes é visivelmente notada.

A pureza em trajes imundos foi esquecida às mínguas nas ruínas de uma igreja
A destreza aos tropeços e embaraços perambula afoita sem saber como agir
No obscuro existem luzes clareando um vazio preenchido na alma que peleja
E na multidão de apenas um homem, palavras estagnadas bem na hora de partir.

A grandeza é tão pequena e acanhada, que nem a vejo em meu quintal chegar
A serenidade das injúrias contentam os impensáveis e concretos pensamentos
A calmaria em minha vida permanece impaciente nas profundezas rasas do olhar 
E a minha felicidade reina por ruas infelizes em dias de escuridão e tormentos.
                             http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

segunda-feira, junho 25, 2012

QUAL O SENTIDO? ( 13/03/03)

Que sentido tem a vida?Que sentido tem o amar?
Quantas vezes cruzei a avenida e as pessoas aflitas não queriam falar
O dia a dia é tão nítido,mas parece faltar algo
O desprezo é tão claro,é tudo louco e sem afago.

Que sentido tem a vida?Que sentido tem o amar?
Quantas vezes olhei para o nada, e tive vontade de chorar
A tristeza parece necessária,dentro de mim se estabeleceu
A agonia tende a me seguir,em absoluto caos,eles e eu.

Que sentido tem a vida?Que sentido tem o amar?
Sempre em uma cilada,fragilizado sem ter bem-estar
Em constante luta com a vida;que é tão boa,mas não consigo sentir
Perdendo sempre o controle,só no mundo sem poder sorrir.

Que sentido tem a vida?Que sentido tem o amar?
Preso a uma Terra estranha,sem aquele brilho no olhar
Desesperançoso,solitário e incapaz;adoentado a cada dia que passa
Viciado em viver anormalidades,a alegria nem em horas escassas.
          Alexsandro Menegueli Ferreira