Por entre os becos e vielas
As sobras rente às sombras
Peças velhas sob as velas
Êxtase, delírios, lombras.
O alicerce jaz em pedaços
O alheio em sua indiferença
A espera em pés descalços
A mesmice de sua crença.
Nos dejetos a rejeição
Na sujeira há liberdade
Frases ditas sempre em vão
Atitudes que causam alarde.
Por entre as fezes e urinas
Os choros de ódio e dor
À margem pelas esquinas
Visíveis agora por sua cor.
Mundo entregue às orações
Frio e fome de braços dados
Método covarde sem soluções
Vida à deriva, sonhos arruinados.
Migalhas, olhares, introspecção...
O relógio sem nenhum ponteiro
Loucura abraçada à própria razão
Assassino à solta com ar sorrateiro.
Por entre calçadas e alçapões
A multidão vazia em conceitos
Trilhas, tralhas, transgressões
Almas podres em seus leitos.
Bíblias vastas em mãos imundas
Raciocínio ilógico que fere o real
Palácios de ouro em mentes inundas,
do amor em questão, às custas do mal.
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quinta-feira, setembro 12, 2019
sábado, março 30, 2013
RATOS (30/03/2013)
As cadeiras no congresso. Lado a lado ao regresso
Ratos incompetentes pelos corredores a dentro.
Longe o bastante dos esgotos. Cretinos, covardes, escrotos
Roedores implacáveis em carros blindados ao vento.
Salas com trincos fechados. Corja imunda, safados!
Futuro dos nossos filhos a mercê da hipocrisia.
Papéis jogados à mesa. Rubricas sem qualquer certeza
Rios de dinheiro na clandestina travessia.
Mansões e até castelo! Em nossas costas o triste cutelo
Esmolas lançadas ao povo como ouro de alto quilate
Migalhas em velhas panelas. Farelos e churumelas
Olhos sem espectativas contra esse disparate.
Estádios monumentais! Construídos sobre os umbrais
Benefícios para estranhos em terra sem coerência
Escolas sem provisões. Desvio em suas menções
As armas se estardaçam contra a cruel incongruência.
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
terça-feira, junho 26, 2012
FARTO DE TUDO ISSO (29/04/2012)
Desconexas e complexas, as palavras que há anos ouço
Não tolero mais infâmias, e desdenhos irracionais
As intrigas me enojam, se afoguem no velho poço
Profanos e insensatos, se percam nos vendavais.
Religiosos aproveitadores, afoguem-se em suas mentiras
Assassinos sem coração, abracem a enfática morte
Racistas e homofóbicos, sejam devorados por nossa ira!
Invejosos filhos da puta! Explodam ao sul, ao norte...
Hipócritas covardes, sejam sinceros e não meros atores
Empresários gananciosos, não se aproveitem dos leigos carentes
Pedófilos camuflados em batinas, mostrem a cara aos seus seguidores
Burgueses sem alma e pudor, morram na boca de mil serpentes!
Desconexas e complexas, as palavras que há anos ouço
Não tolero mais infâmias, e desdenhos irracionais
As intrigas me enojam, se afoguem no velho poço
Profanos e insensatos, se percam nos vendavais.
Religiosos aproveitadores, afoguem-se em suas mentiras
Assassinos sem coração, abracem a enfática morte
Racistas e homofóbicos, sejam devorados por nossa ira!
Invejosos filhos da puta! Explodam ao sul, ao norte...
Hipócritas covardes, sejam sinceros e não meros atores
Empresários gananciosos, não se aproveitem dos leigos carentes
Pedófilos camuflados em batinas, mostrem a cara aos seus seguidores
Burgueses sem alma e pudor, morram na boca de mil serpentes!
Governo sem misericórdia, de atitude suspeita, intransparente
Milhões dispersos ao esmo, em nome da visibilidade e progresso!
Uma vergonha de proporções gigantescas, a esperança vive doente
E as famílias seguem hasteando a bandeira da desordem e regresso. http://alexmenegueli.blogspot.com.br
MENINO DE RUA (04/03/07)
Teus olhos tristes buscavam o conforto nas noites frias e solitárias
Os jornais eram o teu cobertor,e do lixo tirava o seu pobre sustento
Nunca teve um amigo sequer,andava sempre vestido em tralhas
E quando a solidão tocava sua alma,de longe ouvía-se o seu triste lamento.
Teus olhos tristes buscavam o conforto nas noites frias e solitárias
Pedia esmolas nos sinais de trânsito,trazia o preconceito estampado em teu rosto
Não teve chance de mudar de vida,sentía-se um nada entre as migalhas
Cansado de viver essa vida medíocre,descontou nas pessoas seu profundo desgosto.
Teus olhos tristes buscavam o conforto nas noites frias e solitárias
Roubou um casal perto da praça,em mãos havia um pequeno punhal
Estava começando uma vida de crime,fez amizades entre vários canalhas
Já não tinha aquela feição inocente,nascia ali o seu ódio mortal.
Teus olhos tristes buscavam o conforto nas noites frias e solitárias
Os dias melhores que sempre sonhara,perdêram-se junto com a sua revolta
Ficou com raiva de todo o mundo,perdeu o orgulho,mergulhou-se em falhas
A esperança que sempre levava no peito,caiu pelas ruas com aparência de morta.
Alexsandro Menegueli Fereira
SEM-TERRA (28/03/05)
Severamente castigado por mãos inimigas
Torturado brutalmente à beira do precipício
As correntes apertadas iniciam a fadiga
Dominam o meu corpo,incitam o meu suplício.
Fazendeiros desalmados agarram-me sem pudor
Massacram o meu corpo na terra encharcada
O sangue se mistura entre lágrimas de dor
A lastimada prova da covarde emboscada.
Apenas um sem-terra tentando assentar
Centenas de famílias sem rumo e esperança
Queremos muito pouco,somente um simples lar
E isso não justifica a covardia dessa matança.
As terras que “invadimos” estão esquecidas por esses homens
Alguns metros é o suficiente para podermos iniciar
Com isso abrandaremos o frio,sede e fome
Dessa gente mal tratada,já sem forças para andar.
Continuaremos sempre em busca dos nossos objetivos
Lutando bravamente contra as “tempestades fortes”
As famílias assentadas só nos servem de incentivo
Alimenta o nosso ego,cicatriza os nossos cortes.
Alexsandro Menegueli Ferreira
Torturado brutalmente à beira do precipício
As correntes apertadas iniciam a fadiga
Dominam o meu corpo,incitam o meu suplício.
Fazendeiros desalmados agarram-me sem pudor
Massacram o meu corpo na terra encharcada
O sangue se mistura entre lágrimas de dor
A lastimada prova da covarde emboscada.
Apenas um sem-terra tentando assentar
Centenas de famílias sem rumo e esperança
Queremos muito pouco,somente um simples lar
E isso não justifica a covardia dessa matança.
As terras que “invadimos” estão esquecidas por esses homens
Alguns metros é o suficiente para podermos iniciar
Com isso abrandaremos o frio,sede e fome
Dessa gente mal tratada,já sem forças para andar.
Continuaremos sempre em busca dos nossos objetivos
Lutando bravamente contra as “tempestades fortes”
As famílias assentadas só nos servem de incentivo
Alimenta o nosso ego,cicatriza os nossos cortes.
Alexsandro Menegueli Ferreira
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