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sexta-feira, setembro 06, 2019
RENASCIMENTO 22-03-19
A noite se foi num breve e sentido minuto
Na estreita passagem me vi indo embora
A imprudência na curva soou como insulto
A existência jocosa, por um átimo chora.
As emoções e visões numa breve partida,
saíram das ruínas rumo ao desconhecido
E em Terras estranhas o cicatrizar da ferida,
numa parte da matéria do que eu havia sido.
As indiferenças se fundem em rara sintonia
E as afeições diversas agora como Irmandade
Surge um trajeto novo de que antes não se via
Um fio de esperança na egoísta humanidade.
Numa manhã tão pálida, houve um recomeço
Os choros se findaram num oceano de conforto
A vida em sua essência, mas em novo adereço,
dava voz ao sentimento que jamais esteve morto.
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
PRISÃO ABSTRATA (21/02/2013)
Em cima da grande mesa a última vela se apagou
A escuridão dilacerante mostrou a sua horrenda face
A tristeza tão imunda pelas costas me agarrou
Por suas melancólicas mãos fui jogado em eterno cárcere.
Nesta prisão de celas invisíveis e totalmente abstrata
Em ruas movimentadas eu sigo totalmente só
O coração em pânico se apavora, e a alma triste constata
Um homem imerso em dor, e na garganta um terrível nó.
Ouço passos cadenciados bem atrás da modesta porta
Pela janela entre aberta eu observo trêmulo a depressão
A vontade de viver cai estática e quase morta
Ajoelho sobre o assoalho em ofegante respiração.
O meu corpo segue apático por essa longa noite afora
Entre vielas frias e escuras eu caminho sem qualquer destino
Avisto cinzas bem dispersas onde reinava uma linda flora
Vincos profundos e intermináveis no rosto de um pálido menino.
Ando pelas praças à procura da alegria, mas o que vejo são destroços
Os sorrisos por todas as partes correm soberbos mantendo a distância
Um pouco à frente nas sujas calçadas, um amontoado de fracos ossos
Sinto um odor apavorante! A morte em sua conhecida fragrância.
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
MORTE (11/02/2013)
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Não havia ondas ou marolas, não se percebia o movimento simples dos peixes pequenos
Os ponteiros do relógio marcavam meio- dia, mas ao alto nenhum resquício do imenso astro
O horizonte estava tão cinza e confuso! As montanhas pareciam rabiscos de melancolia neste pertinente inverno.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Homens e mulheres transitavam pelas calçadas em semblantes depressivos e aterradores
Os carros passavam vagarosamente sem se notar absolutamente nenhum ruído
O silêncio tomava conta dos arredores com uma destreza admirável em um mundo isento de cores.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
As folhas das castanheiras estavam cinzas e murchas, não apresentavam o verde musgo de costume
Os ventos e brisas não passeavam mais pelas proximidades dos rios e dos intermináveis barrancos
Um frio arrepiante predominava em minha casa quando deixou aquele longínquo e gigantesco cume.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Constatei bastante surpreso, as igrejas totalmente vazias e por sangue fresco pixadas
Jardins a se perder de vista, com suas flores queimadas, e a ausência das admiráveis pétalas
Olhos avistando insetos na mórbida areia do cemítério, corpo debilitado, bandeira negra nas faixadas.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Os pássaros esbeltos que passavam felizes sobre os telhados coloniais, foram totalmente extintos
As samambaias e trepadeiras que enfeitavam a frente da pequenina Escola, viraram infinitas cinzas no piscar de olhos
As ruas e vielas tão fáceis de transitar nessa pacata cidade, transformaram-se em obscuros labirintos.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
A minha casa estava vazia estranhamente, e nos quartos não avistava as minhas filhas, esposa, pais, irmãos, sobrinhos...
De repente senti algo profundo em meu conturbado interior, sendo lançado numa velocidade estupenda para um enorme recanto
Fiquei atrás das folhagens observando todos os meus parentes imersos à lágrimas, e eu ali repousava sereno em um simples caixão...
... Dei meia volta sem pingos de qualquer sentimento, olhei para baixo e mergulhei à vontade na escuridão intensa de incontáveis redemoinhos.
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
Não havia ondas ou marolas, não se percebia o movimento simples dos peixes pequenos
Os ponteiros do relógio marcavam meio- dia, mas ao alto nenhum resquício do imenso astro
O horizonte estava tão cinza e confuso! As montanhas pareciam rabiscos de melancolia neste pertinente inverno.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Homens e mulheres transitavam pelas calçadas em semblantes depressivos e aterradores
Os carros passavam vagarosamente sem se notar absolutamente nenhum ruído
O silêncio tomava conta dos arredores com uma destreza admirável em um mundo isento de cores.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
As folhas das castanheiras estavam cinzas e murchas, não apresentavam o verde musgo de costume
Os ventos e brisas não passeavam mais pelas proximidades dos rios e dos intermináveis barrancos
Um frio arrepiante predominava em minha casa quando deixou aquele longínquo e gigantesco cume.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Constatei bastante surpreso, as igrejas totalmente vazias e por sangue fresco pixadas
Jardins a se perder de vista, com suas flores queimadas, e a ausência das admiráveis pétalas
Olhos avistando insetos na mórbida areia do cemítério, corpo debilitado, bandeira negra nas faixadas.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
Os pássaros esbeltos que passavam felizes sobre os telhados coloniais, foram totalmente extintos
As samambaias e trepadeiras que enfeitavam a frente da pequenina Escola, viraram infinitas cinzas no piscar de olhos
As ruas e vielas tão fáceis de transitar nessa pacata cidade, transformaram-se em obscuros labirintos.
Em uma triste segunda- feira, observei com espanto da janela do meu quarto, um mar ensanguentado e estático
A minha casa estava vazia estranhamente, e nos quartos não avistava as minhas filhas, esposa, pais, irmãos, sobrinhos...
De repente senti algo profundo em meu conturbado interior, sendo lançado numa velocidade estupenda para um enorme recanto
Fiquei atrás das folhagens observando todos os meus parentes imersos à lágrimas, e eu ali repousava sereno em um simples caixão...
... Dei meia volta sem pingos de qualquer sentimento, olhei para baixo e mergulhei à vontade na escuridão intensa de incontáveis redemoinhos.
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sexta-feira, janeiro 18, 2013
ÁRVORES TRÊMULAS E APÁTICAS (19/01/2013)
Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Crianças abandonadas a caminhar descalças por trechos escuros em retas distorcidas
Pântanos extremamente frios e sombrios em dezenas de tristes tardes enfáticas
Nevoeiro voraz a aproximar-se velozmente de medíocres e insignificantes vidas.
Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Milhares de cinzas dispersas por uma terrível e avassaladora tempestade
Pessoas com olhares destruídos em feições frias e enigmáticas
Tudo aos olhos sanguinários de uma cruel e autoritária divindade.
Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Peixes agonizando nos lamassais criados por secas mortíferas e deprimentes
Humanos morrendo à cada esquina por desprezíveis doenças assintomáticas
Seres inocentes sedentos por pingos de água em dias absolutamente quentes.
Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Um mundo repleto de dor a girar incansável perdido no infinito
Há anos eu ouço falar de um ser invisível e as suas mãos sádicas
Escravizando milhões de almas pobres com desprezíveis manuscritos.
Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas!
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
quinta-feira, dezembro 13, 2012
NA IMENSIDÃO DO VAZIO (13/12/2012)
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Microorganismo dilacerado em partes desiguais por afiadíssimas navalhas
Folha seca que desce sem rumo pelas águas de um rio revoltante
Inseto perambulando infeliz no meio de um aglomerado de tralhas.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Alimento em decomposição na boca sedenta de um faminto chacal
Migalha esquecida aos pés da enorme e antiquíssima estante
Indefeso crustáceo que agoniza por dias no pequeno lamassal.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Pesadelo interminável por noites gélidas em um simplório abrigo
Seca planta que morre aos poucos sob os raios de um sol escaldante
Pequeno réptil que atravessa a areia ao encontro do previsível inimigo.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Tristeza descomunal nas tardes e noites imersas em aguaceiras
Indiferença visível em olhos alheios de maneira dilacerante
Ser abandonado em uma montanha de lixo por mãos covardes e traiçoeiras.
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
Microorganismo dilacerado em partes desiguais por afiadíssimas navalhas
Folha seca que desce sem rumo pelas águas de um rio revoltante
Inseto perambulando infeliz no meio de um aglomerado de tralhas.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Alimento em decomposição na boca sedenta de um faminto chacal
Migalha esquecida aos pés da enorme e antiquíssima estante
Indefeso crustáceo que agoniza por dias no pequeno lamassal.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Pesadelo interminável por noites gélidas em um simplório abrigo
Seca planta que morre aos poucos sob os raios de um sol escaldante
Pequeno réptil que atravessa a areia ao encontro do previsível inimigo.
Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Tristeza descomunal nas tardes e noites imersas em aguaceiras
Indiferença visível em olhos alheios de maneira dilacerante
Ser abandonado em uma montanha de lixo por mãos covardes e traiçoeiras.
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
terça-feira, junho 26, 2012
GUERRA INVISÍVEL (24/10/07)
Diga-me por que a vida é tão inútil?
Os dias ensolarados não injetam qualquer ânimo em mim
Queria muito entender esse sofrimento que me devora
Essa agonia interminável que se estende mundo afora.
Se ando pelas ruas, o rumo não se faz presente
Perto da praça,observo com olhos vagos o imenso e lindo mar
Não sei o que está havendo, talvez perto da loucura.
Mas sigo vivendo todos os segundos, sem esperança, paz ou ternura.
Como queria ter alegria em meu sorriso, minha alma.
A visão que tenho do mundo poderia ser muito melhor
A dor que sinto não cessa, me castiga por todos os minutos.
E as palavras de carinho que recebo, transformam-se em insultos.
Sei que isso nunca passará, são anos e anos nesse tormento.
Mas guardo forças grandiosas, e elas me protegem de um sofrimento ainda pior.
Antes pensava que a morte seria a solução para tudo isso
Mas nunca entregarei as rédeas, pois vencer essa guerra será o meu compromisso!
segunda-feira, junho 25, 2012
CARÊNCIA (26/01/03)
Carência de um amor verdadeiro,sobrevivência ameaçada,solitário desejo
Vontade em ter carinho constante,em ter visão nítida num intenso escuro
Suficientemente perto do abismo,longínquo bastante de um perfeito beijo
As horas são intermináveis quando se está assim,um barco sem rumo,inseguro.
Carência de um amor verdadeiro, sobrevivência ameaçada,solitário desejo
Vontade em ter felicidade no rosto,em ver sinceridade no pior inimigo
Incorreta a minha história,incerta conduta e o melhor eu não vejo
Assustado sempre por pequenos barulhos,descalço no deserto escaldante,sem abrigo.
Carência de um amor verdadeiro,sobrevivência ameaçada,solitário desejo
Vontade em ter liberdade nos passos confusos,em ter mocidade num tempo infinito
Uma noite feliz eu nunca senti,nem uma companheira perfeita pra acalmar meu anceio
Querer sem obter corroe o meu peito,você e o prazer como seres distintos.
Carência de um amor verdadeiro,sobrevivência ameaçada,solitário desejo
Queria por um dia sentir em meus lábios,o néctar açucarado da mais bela flor
Andar à vontade por ruas movimentadas,sentindo prazer num simples bocejo
Mas choro do que estou sentindo,não rio há anos e desconheço o amor.
Alexsandro Menegueli Ferreira
FATALIDADE (29/12/02)
Quantas mágoas em um só peito,quantas tristezas em um só coração
Quantas alegrias sumidas no nada,quantas vitórias lançadas ao abismo
Quantas maldades em meus pensamentos,quantas juras feitas em vão
Quantas perdas numa mesma vida,quantas derrotas por meu passimismo.
Quantas mágoas em um só peito,quantas tristezas em um só coração
Quantos delírios em meu dia a dia,quantas virtudes insignificantes
Quantas verdades que não foram ditas,quantos pecados em uma paixão
Quantas barreiras na mesma estrada,quantas palavras insinuantes.
Quantas mágoas em um só peito,quantas tristezas em um só coração
Quantas histórias infelizes,quantas tragédias em volta de um lar
Quantas frases evasivas,quantas atitudes erradas,quanto sermão
Quanta incoerência e displicência,quanto silêncio naquele jantar.
Quantas mágoas em um só peito,quantas tristezas em um só coração
Quanto aborrecimento e egoísmo,quanta fatalidade naquela noite
Quantas inimizades coletadas no tempo,quantas chantagens por um perdão
Quanta inveja naquelas pessoas,quanto tempo perdido,quanto açoite...
Alexsandro Menegueli Ferreira
DOR (23/12/02)
O amor ficaste triste em noite fria,se perdia e por nada sorria
Já não era forte como antes,já não tinha o mesmo vigor
Aguardava caminhos de um coração,ficava preso em lugares que não queria
Doente a cada minuto,sem o brilho que o tempo furtou.
O amor ficaste triste em noite fria,se perdia e por nada sorria
Se extinguia aos poucos sem avisar,afundado em lágrimas ele chorou
Que pena era vê-lo assim,fraco e desgastado me parecia
É tão necessário em nossas vidas,mas sem chance alguma ele piorou.
O amor ficaste triste em noite fria, se perdia e por nada sorria
Andava lento em pensamentos vazios, com passos indecisos e sem calor
Caminhava longe sem destino , as malas prontas e a cabeça não se erguia
Estava sozinho na árdua estrada, e queimando por dentro a indesejada dor.
O amor ficaste triste em noite fria,se perdia e por nada sorria
Cego ali jogado já não pôde falar,entregue ao esquecimento ele não lutou
Arrastando pelo chão quis suplicar,as forças eram insuficientes e os olhos não mais via
O mundo nunca mais será o mesmo,pois do amor nada mais restou.
Alexsandro Menegueli Ferreira
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