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quinta-feira, novembro 22, 2012
INFERNO (22/11/2012)
Vejo um céu cinzento por cima das casas altas, torres e edifícios
Uma escura neblina que se forma, vultos que sobrevoam rapidamente, um mar de suplícios
Chega aos meus ouvidos de maneira hostil em um milésimo de segundo.
Sinto calafrios por todo o corpo, e um arder intenso em meu peito doente
Abro no impulso a porta da sala , e saio em disparada afoito pelas ruas com a agonia à minha frente
Entristecendo-me dos pés à cabeça, e direcionando os meus passos confusos para um apocalíptico mundo.
Vejo um céu cinzento por cima das casas altas, torres e edifícios
Um sangue escuro e com forte odor pelas calçadas, todos os indícios
De que algo muito ruim aconteceu nessas ruas e ainda acontece nessa macabra madrugada.
Grito com todas as forças, e tento ouvir alguém em meio a tanto caos, mas nada se percebe
Meu corpo mergulha em um oceano de medo, quando percebo que algo me segue
Aos montes surgem um pouco acima dos fios de alta tensão, com mandíbulas à mostra e garras afiadas.
Vejo um céu cinzento por cima das casas altas, torres e edifícios
Anjos demoníacos sedentos por almas abandonadas, observam com entusiasmo os seus mortais vícios
Pessoas e crianças que perambulam pelos becos escuros com seus corpos magros e finos.
Surgem agora dezenas de demônios com rabos pontiagudos e tridentes em suas deformadas mãos
Emitem sorrisos malignos e mastigam os seres mais fracos que por ali estão.
Cuspindo os ossos logo em seguida, e esbravejando raivosamente que eram os seus destinos.
Vejo um céu cinzento por cima das casas altas, torres e edifícios
Todas as esquinas queimam em fogo intenso, pois o bem foi derrotado e do amor e alegria não há resquícios
Quando de repente o chão se abre, e ouvem-se gritos fortes de socorro por desesperados subalternos
As mulheres, homens e crianças estão em estado deplorável e sem o mínimo de forças para reagir
Nem conseguem enxergar por causa dos olhos arrancados, mas ainda ouvem o estrondoso e horripilante sorrir
Do ser de três cabeças e doze membros. O habitante maior do subterrâneo. O deus supremo do inferno!
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
quarta-feira, novembro 14, 2012
SOB A LUZ DE UMA TRISTE VELA (14/11/2012)
Sob a luz opaca de uma triste e agonizante vela sozinha à mesa
Observava atentamente a porta robusta como uma miserável presa
Despida e acorrentada pelos pulsos finos e carne viva à mostra.
Há dois dias sem alimentos eu lutava com o desconhecido para sobreviver
Pela fresta da grande janela me arrepiava com o último anoitecer
Exausto e esquecido eu deitava no assoalho imundo e implorava uma resposta.
As baratas pisoteavam-me com desdenho e tamanha indiferença
Defecavam em minha enrugada face e deixavam claro a sentença:
-Insignificante e desalmado! Aberração deixada nesse recanto insólito e hostil!
Os meus gritos de desespero se perdiam entre os móveis, e retornavam aos meus ouvidos
Os ratos sedentos de fome cravavam os dentes e incitavam os meus gemidos
As traças e aranhas aguardavam ansiosas na fila para devorar esse corpo febril.
O odor de sangue fresco foi levado por ventos traiçoeiros para inúmeros cantos sombrios
As vozes estridentes atrás da porta espantaram os insetos para imensos buracos vazios
Como animais selvagens arrebatavam a parede com estrondos ensurdecedores.
Em questão de segundos eu partirei para um mundo horripilante mergulhado em escuridão
Mas ainda com um pingo de esperança, eu tento fabricar forças inexistentes em minhas fracas mãos
Sem êxito eu caio apático, e espero as sediciosas pestes demoníacas em seus corpos subversores.
Vejo uma gigantesca foice negra dilacerar a madeira nobre da sala modesta e apodrecida
Dezenas de seres decompostos arrancam-me das correntes grossas, e a minha visão torna-se escurecida
Imploro com lágrimas vermelhas que me deixe nesse triste lugar, que não se apoderem de minha alma doente.
Em gargalhadas que petrificam os corações temerosos, me arrastam para fora da casa em demasiada fúria
Extirpam os meus membros em gestos lentos, queimando-me as partes íntimas e esbravejando desnorteante injúria
Enterram-me ainda com os olhos à procura de um salvador: Mas logo eles se fecham, pois a espera é ilusória, é impossível, incoerente!
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
sábado, agosto 04, 2012
NOITE DE TERROR (04/08/12)
A noite sombria começa com o zunir estrondoso dos ventos rebeldes pelas longas esquinas
Ofegante e assustado eu vou seguindo com as pernas trêmulas perdido entre as densas neblinas
Que encobrem de cinza escuro toda a cidadezinha pacata de mistérios assoladores e incontáveis.
Em míseros minutos já posso ouvir os tenebrosos gritos vindos de lugares fúnebres e incertos
Não posso fraquejar nesse momento,e por isso me arrasto com dificuldade por caminhos ainda não descobertos
Mas ao cruzar um frágil e pequeno casebre,me deparo com dezenas de criaturas demoníacas e miseráveis.
Elas vão se aproximando bem devagarzinho e sussurrando frases incompreênsíveis
Ouço risadas amedrontadoras e barulhos ensudercedores por seres macabros e invisíveis
Respiro com dificuldade e busco profundamente minhas últimas energias para correr em direção a alguma pequena porta.
Percebo ter chegado ao fim da linha me deparando com um gigantesco e apavorante cemitério
Os monstros se aproximam cada vez mais e sem hesitar eu entro sem sombras alguma de refrigério
E encontro túmulos e morcegos por toda a parte que petrificam o meu corpo e a minha alma morta.
O meu tempo está quase terminando,e o meu único pensamento é prolongar a minha vida monótona e incolor
Grito ainda em desespero abundante chamando os meus antigos amigos,mas estou solitário nesse mundo de tanta dor
Afoito eu pego um pedaço de ferro enferrujado e aguardo com muito medo os inimigos para a grande batalha.
Eles arrebentam o portão de aço e com fúria arrebatadora seguem cuspindo sangue em minha direção
A adrenalina percorre por todo o meu peito,e enfurecido golpei-os letalmente em uma estratégica posição
Mas dei as minhas costas em um descuido idiota,e agora será difícil escapar da temível e escura mortalha.
As mãos enrugadas rasgam as minhas vestes e vão devorando a minha face como hienas vorazes em carniças
Luto bravamente com todas as minhas forças,mas estou tão fraco quanto àquelas frágeis esverdeadas hortaliças
Espectadoras exclusivas do massacre e extermínio de um homem incompreendido e abandonado descalço ao relento.
Com o rosto desfigurado eu tento pela última vez me desvenciliar das aberrações em um heróico subterfúgio
Estou completamente cego e fragilizado,e já ouço as batidas cadenciadas de um enigmático e antigo mocúgio
Avisando a quem queira ouvir:Que mais um cadáver está prestes a ser oferecido aos deuses implacáveis do tormento...
http://alexmenegueli.blogspot.com.br/
Ofegante e assustado eu vou seguindo com as pernas trêmulas perdido entre as densas neblinas
Que encobrem de cinza escuro toda a cidadezinha pacata de mistérios assoladores e incontáveis.
Em míseros minutos já posso ouvir os tenebrosos gritos vindos de lugares fúnebres e incertos
Não posso fraquejar nesse momento,e por isso me arrasto com dificuldade por caminhos ainda não descobertos
Mas ao cruzar um frágil e pequeno casebre,me deparo com dezenas de criaturas demoníacas e miseráveis.
Elas vão se aproximando bem devagarzinho e sussurrando frases incompreênsíveis
Ouço risadas amedrontadoras e barulhos ensudercedores por seres macabros e invisíveis
Respiro com dificuldade e busco profundamente minhas últimas energias para correr em direção a alguma pequena porta.
Percebo ter chegado ao fim da linha me deparando com um gigantesco e apavorante cemitério
Os monstros se aproximam cada vez mais e sem hesitar eu entro sem sombras alguma de refrigério
E encontro túmulos e morcegos por toda a parte que petrificam o meu corpo e a minha alma morta.
O meu tempo está quase terminando,e o meu único pensamento é prolongar a minha vida monótona e incolor
Grito ainda em desespero abundante chamando os meus antigos amigos,mas estou solitário nesse mundo de tanta dor
Afoito eu pego um pedaço de ferro enferrujado e aguardo com muito medo os inimigos para a grande batalha.
Eles arrebentam o portão de aço e com fúria arrebatadora seguem cuspindo sangue em minha direção
A adrenalina percorre por todo o meu peito,e enfurecido golpei-os letalmente em uma estratégica posição
Mas dei as minhas costas em um descuido idiota,e agora será difícil escapar da temível e escura mortalha.
As mãos enrugadas rasgam as minhas vestes e vão devorando a minha face como hienas vorazes em carniças
Luto bravamente com todas as minhas forças,mas estou tão fraco quanto àquelas frágeis esverdeadas hortaliças
Espectadoras exclusivas do massacre e extermínio de um homem incompreendido e abandonado descalço ao relento.
Com o rosto desfigurado eu tento pela última vez me desvenciliar das aberrações em um heróico subterfúgio
Estou completamente cego e fragilizado,e já ouço as batidas cadenciadas de um enigmático e antigo mocúgio
Avisando a quem queira ouvir:Que mais um cadáver está prestes a ser oferecido aos deuses implacáveis do tormento...
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