segunda-feira, dezembro 17, 2012

ÁGUAS CRISTALINAS (17/12/2012)

 Imensurável sentimento que navega pelas águas cristalinas do meu frágil coração
Criando fortes vínculos por todos os espaços em uma infinita imensidão
Renovando a cada segundo a minha plausível e estimável existência.
As cortinas balançam felizes, com os ventos amigáveis vindos de um oceano distante
Escancaro as janelas do quarto, e vejo andorinhas cantando em um majestoso instante
Quando sinto profusões de carícias desejáveis nas profundezas de minha essência.

Imensurável sentimento que navega pelas águas cristalinas do meu frágil coração
Libertando-me dos calabouços umedecidos por um líquido asfixiante que escorria por um pequeno vão
Mas hoje sigo a estrada contente depois de anos em uma melancolia catastrófica e profunda.
Nesse mês de Dezembro, eu avisto gaivotas sobrevoando as encostas sob uma nuvem bastante clara
Paro por um minuto, e observo-as sumindo felizes nessa tarde perfeita e demasiadamente rara
Sento para contemplar o vasto horizonte, e não sinto em minha alma os resquícios da tristeza imunda.

Imensurável sentimento que navega pelas águas cristalinas do meu frágil coração
Tirando-me do gigantesco abismo em um Universo criado nos moldes da ilusão
Pondo-me com os pés firmes em incontestável terra promissora e completamente segura.
Habito todos os dias a casa repleta de flores da imponente e grandiosa alegria
Os sentimentos mais puros passeiam à minha frente em agradável e esbravejante cantoria
Não presencio sequer algum obstáculo, e caminho confiante sob os olhos heróicos da bravura!

Imensurável sentimento que navega pelas águas cristalinas do meu frágil coração
As amarguras de meu peito, saem desesperadas em uma desorganizada evasão
Deixando a minha estrutura levíssima, como pétalas desprendidas de uma simples roseira.
Nessas noites sempre agradáveis, adormeço sem esforço como uma inocente e serena criança
Todos os momentos infelizes e cruelmente tristes, não habitam sequer a minha vasta lembrança
Pois todo o mal impregnado em minha alma, foi lançado sem misericórdia em uma gigantesca  fogueira!
                                                 http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

Um comentário:

  1. Gostei da sua linguagem poética,tem bastante carga dramática.

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