Os jardins floresceram rápido nesses meses
que se passaram, e os olhos vivos,
aguardavam o presente incomparável.
Um lindo vestuário, à beira da cama, na
cor de marfim. Paredes coloridas em
contraste com a cortina jasmim.
No peito, algo mudara da maneira mais
radical. Os medos latentes se foram
sem ao menos emitir qualquer ruído.
O espesso nevoeiro, agora tímido, já
não atrapalha o meu percurso e assim
consigo vislumbrar muito além do horizonte.
A manhã chegou com lindos cantos, que
percorreram por todo o quarto. A ansiedade
ainda enorme, entre o concreto e abstrato.
Vejo a luz de minha própria escuridão
Tomei-a nos braços e o paraíso se
notou. Mas o breu achou as chaves
de meu fraco coração. A alegria
transtornada nesse instante se matou.
Tão frágil, sereno... observei-o por
minutos eternos. Chorei o choro mais
sentido, e desejei seguir o mesmo caminho.
Mas como seguir, se isso implicaria
em flagelos em outros pobres corações, tão
dependentes do meu eu mais forte.
As poucas lembranças nunca se perderam
nos vendavais furiosos de minha
consciência, sã e perturbada.
A morte tão precoce não foi capaz
de me deixar em ruínas. Não foi capaz
de me arrancar o último suspiro.
Vejo a luz de minha própria escuridão
Tomei-a nos braços e o paraíso se
notou. Mas o breu achou as chaves
de meu fraco coração. A alegria
transtornada nesse instante se matou.
Vejo a luz de minha própria escuridão...
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quinta-feira, setembro 12, 2019
VELHAS PORTAS 06-07-2019
Os incômodos de outrora são desejos loucos
desse presente tão confuso. Excluso ou não.
A defesa nociva num momento quase impróprio.
Envenenando-me sem que se perceba com esse
amargo ópio, guardado secretamente entre objetos
esquecidos nas gavetas do meu armário.
A sujeira de ontem é a mais pura sensação de
liberdade que hoje não se faz presente. Talvez
presa em um local impossível de se encontrar.
Os ferimentos viraram gestos graciosos que
se perderam nas curvas sinuosas do inconsciente,
e jamais poderão contemplar a face tão marcada.
A vida é como um pássaro a voar sem limites
a grandes alturas. É não temer a queda defronte
a um grande tornado. Arrebentar as velhas
portas em nossas clausuras! E não sofrer
com as mágoas que se acumulam, calado.
Vi coisas tão simples com tanto a se dizer, que a
imensidão de bons sentimentos percorria todo
o meu quintal da alvorada ao crepúsculo. As
vistas sublimes da janela de meu quarto. E de fato,
tudo se contrasta por esses dias nublados, que
teimam em seguir comigo até o fim da estrada.
A vida é como um pássaro a voar sem limites
a grandes alturas. É não temer a queda defronte
a um grande tornado. Arrebentar as velhas
portas em nossas clausuras! E não sofrer
com as mágoas que se acumulam, calado.
desse presente tão confuso. Excluso ou não.
A defesa nociva num momento quase impróprio.
Envenenando-me sem que se perceba com esse
amargo ópio, guardado secretamente entre objetos
esquecidos nas gavetas do meu armário.
A sujeira de ontem é a mais pura sensação de
liberdade que hoje não se faz presente. Talvez
presa em um local impossível de se encontrar.
Os ferimentos viraram gestos graciosos que
se perderam nas curvas sinuosas do inconsciente,
e jamais poderão contemplar a face tão marcada.
A vida é como um pássaro a voar sem limites
a grandes alturas. É não temer a queda defronte
a um grande tornado. Arrebentar as velhas
portas em nossas clausuras! E não sofrer
com as mágoas que se acumulam, calado.
Vi coisas tão simples com tanto a se dizer, que a
imensidão de bons sentimentos percorria todo
o meu quintal da alvorada ao crepúsculo. As
vistas sublimes da janela de meu quarto. E de fato,
tudo se contrasta por esses dias nublados, que
teimam em seguir comigo até o fim da estrada.
A vida é como um pássaro a voar sem limites
a grandes alturas. É não temer a queda defronte
a um grande tornado. Arrebentar as velhas
portas em nossas clausuras! E não sofrer
com as mágoas que se acumulam, calado.
sexta-feira, setembro 06, 2019
À ÉPOCA 06-07-19
Nado em águas rasas de recordações profundas
e as casas imundas com seus trincos inquebráveis,
impedem a fuga das ofensas e castigos. Vi há pouco,
o sorriso a correr à vontade pela rua. A transparência
que acalenta, da verdade nua e crua. A interação sem
esforço dos seres que se diferem em quase tudo.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
A perfeição é nítida nesses confins e ninguém pode
desestruturar algo tão sublime, que estampa a
face de todos sem sacrifício. Os mundos seguem
o mesmo panorama, onde portas são abertas
a cada virar de uma esquina. Vemos o quão real
é a capacidade mútua de se amar à espera do nada.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
À beira de um regato os loucos dialogam de forma
tranquila com os sãos, e o entendimento se faz notar
nos semblantes calmos e tenros. Aqui, as ruínas são
castelos onde a nobreza inexiste, cedendo lugar a
mais complexa diversidade. O tempo simplesmente
corre a nosso favor, e os vincos nunca surgem.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
e as casas imundas com seus trincos inquebráveis,
impedem a fuga das ofensas e castigos. Vi há pouco,
o sorriso a correr à vontade pela rua. A transparência
que acalenta, da verdade nua e crua. A interação sem
esforço dos seres que se diferem em quase tudo.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
A perfeição é nítida nesses confins e ninguém pode
desestruturar algo tão sublime, que estampa a
face de todos sem sacrifício. Os mundos seguem
o mesmo panorama, onde portas são abertas
a cada virar de uma esquina. Vemos o quão real
é a capacidade mútua de se amar à espera do nada.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
À beira de um regato os loucos dialogam de forma
tranquila com os sãos, e o entendimento se faz notar
nos semblantes calmos e tenros. Aqui, as ruínas são
castelos onde a nobreza inexiste, cedendo lugar a
mais complexa diversidade. O tempo simplesmente
corre a nosso favor, e os vincos nunca surgem.
Em suas mãos fiz moradia, em construções sólidas
e acolhedoras. E as páginas que dispôs de um livro
tão valioso, li com atenção as ideias à época: inovadoras.
NEBLINA 02-07-19
O dia se foi, tão triste quanto os olhos perdidos
da frágil menina. A vida lhe ensinou da forma
mais dura, quando se deparava com a inexplicável
neblina. Foram dizeres enérgicos que machucaram o seu coração. Foram atitudes incompreensíveis que vieram acompanhadas do angustiante não.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
A noite chegou com ar imponente e trouxe os
sentimentos mais terríveis. Houve um longo diálogo com o reflexo numa janela esquecida. A loucura seguiu em passos firmes juntamente com a lógica. Mas o meio termo se escondeu em lugares raros e invisíveis.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
As chuvas caíram tão fortes, que muitas casas vieram a desabar com suas frágeis estruturas. A desesperança fez moradia em olhos sem cor. Vozes e mais vozes clamavam pelo seu nome, vindas das profundezas gélidas E a indiferença então, se apresentou com fervor.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
da frágil menina. A vida lhe ensinou da forma
mais dura, quando se deparava com a inexplicável
neblina. Foram dizeres enérgicos que machucaram o seu coração. Foram atitudes incompreensíveis que vieram acompanhadas do angustiante não.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
A noite chegou com ar imponente e trouxe os
sentimentos mais terríveis. Houve um longo diálogo com o reflexo numa janela esquecida. A loucura seguiu em passos firmes juntamente com a lógica. Mas o meio termo se escondeu em lugares raros e invisíveis.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
As chuvas caíram tão fortes, que muitas casas vieram a desabar com suas frágeis estruturas. A desesperança fez moradia em olhos sem cor. Vozes e mais vozes clamavam pelo seu nome, vindas das profundezas gélidas E a indiferença então, se apresentou com fervor.
Chorou naquele inverno tão desgastante. Olhou para cima, em busca de um conforto entre as estrelas. Gritou tão alto mas somente sua alma pôde ouvir. Pediu ajuda por entre os becos, mas todos estavam bem longe de ti.
MÍSERAS FLORES 26-06-19
Eu esperei ansioso a sua presença em meu recanto.Folheei muitas páginas e o tempo permaneceu intacto, impedindo o progresso dos meus sentimentos. Na varanda, em uma tarde fria, olhei para o horizonte com a nítida certeza de que a espera é apenas ilusão. A utopia que penetra em nossas esperançosas mentes, e nos deixa em absoluta imobilidade sob os lençóis. Procurei conforto na mais fútil bebida e tentei me
esconder nas cavernas frias da minha consciência.
O odor da tristeza está impregnado em meu
aposento, onde o mais ínfimo gesto de zelo, me
devolve a vontade de seguir. E ao poder vislumbrar míseras flores em meu pequeno jardim, tardarei o desejo quase palpável de meu partir.
Eu abotoei a mais bela camisa do meu vestuário
Arrumei a casa minuciosamente, aguardando
a sua visita cheio de entusiasmo. O sol foi se pondo como de costume atrás das montanhas, e a solidão bateu em minha porta com ar triunfante. Eu observei o vasto Cosmos e as cintilantes estrelas emitiram sinais que me perturbaram. Senti uma necessidade absurda de tentar ir ao encontro delas, mas:
O odor da tristeza está impregnado em meu
aposento, onde o mais ínfimo gesto de zelo, me
devolve a vontade de seguir. E ao poder vislumbrar míseras flores em meu pequeno jardim, tardarei o desejo quase palpável de meu partir.
segunda-feira, novembro 17, 2014
LEMBRANÇAS 28/10/2014
Pela estrada vou seguindo paralelo ao ribeirão
E nos morros a fragrância inconfundível das plantações
Tanta coisa me passa em mente ao caminhar por esses ares
A alegria é bem visível por todos esses simples lares.
Ouço cigarras que anunciam a chegada da dama negra
O coaxar dos anfíbios, e os voos dos pequenos mamíferos
Afoitos grilos que se perdem pelo denso mato afora
Uma sensação reconfortante nesse momento em meu peito mora.
Avisto a linda curva que indica um recanto sereno e estável
As lágrimas descem felizes depois de tantos anos ausente
A metros da humilde casinha um olhar doce e amável.
É o amor único e sincero, um sentimento que nunca mente.
Numa bela tarde, entre as nuvens, o jatinho e o seu longo rastro
Todos descem correndo em direção às águas calmas
Logo adiante, a pouquíssimos metros, um cantinho inesquecível
Travessia e reunião dos parentes, contentamento irredutível.
Os sorrisos e gargalhadas se misturam aos pingos d`água
Todos estão em sintonia num momento extremamente habitual
Pique-pega entre as pedras escorregadias e aquecidas
E enquanto isso as roupas sujas nas pedras vão sendo batidas.
Avisto a linda curva que indica um recanto sereno e estável
As lágrimas descem felizes depois de tantos anos ausente
A metros da humilde casinha um olhar doce e amável.
É o amor único e sincero, um sentimento que nunca mente
Nas latas de vinte litros, biscoitos de polvilho e deliciosas mentiras
Rosquinhas e bolos caseiros à vontade sobre a velha mesa
Os primos comem empolgados e torcem para que a chuva não venha
Enquanto o feijão vai sendo cozido no inesquecível fogão à lenha.
Na sala, pelo assoalho de madeira, todos à luz de uma lamparina
Brincadeiras por muitos minutos, querida infância entre primos e irmãos
Mas o silêncio logo desponta trazendo consigo o breu tão marcante
As horas passam sem que se perceba, nessa noite de belo semblante.
Avisto a linda curva que indica um recanto sereno e estável
As lágrimas descem felizes depois de tantos anos ausente
A metros da humilde casinha um olhar doce e amável.
É o amor único e sincero, um sentimento que nunca mente
Avisto uma linda casinha e um olhar doce e amável,
Um amor único e sincero e um sentimento que nunca mente...
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