segunda-feira, novembro 16, 2015

VENTOS TRISTES 16/11/2015

Ventos tristes pelas janelas empoeiradas... Pensamentos confusos, reclusos, antigos prisioneiros. Relances de tantos filmes reais nesse instante solitário... Lágrimas amigas, olhos hospitaleiros Os anos passam velozes em meu imaginário mas as nuvens que pairam sobre mim são as mesmas dispersas e cinzentas. Ventos tristes pelas janelas empoeiradas... Jardins alheios com suas flores murchas, pétalas pálidas. São visões recorrentes em minha amarga e depressiva vida... Gritos em vão, tardes absolutamente plácidas Indícios concretos de uma suposta partida com traços esboçados a cada sol que vai se pondo naqueles assimétricos montes. Ventos tristes pelas janelas empoeiradas... Calabouço sangrento de batalhas inúteis, ideias inconsistentes. Lutas ferozes cujos inimigos são ilusórios... Rotina própria com pensamentos transcendentes Um mundo peculiar com gestos irrisórios que desencadeia parâmetros incompreensíveis aos olhos vendados dessas tristes peças. Ventos tristes pelas janelas empoeiradas... Furacões e terremotos na cidade abstrata,fria, solitária. Ninguém nesses arredores podem ouvir os meus constantes gritos... Vejo inúmeras portas trancafiadas nesse instante E nessa solidão me deparo com todos os conflitos que teimam em habitar a minha moradia e afundar-me num oceano de loucura.

Um comentário:

  1. Bom post, afinal, "para que serve alguém que não ajuda ninguém?"

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