quinta-feira, dezembro 13, 2012

NA IMENSIDÃO DO VAZIO (13/12/2012)

Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Microorganismo dilacerado em partes desiguais por afiadíssimas navalhas
Folha seca que desce sem rumo pelas águas de um rio revoltante
Inseto perambulando infeliz no meio de um aglomerado de tralhas.

Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Alimento em decomposição na boca sedenta de um faminto chacal
Migalha esquecida aos pés da enorme e antiquíssima estante
Indefeso crustáceo que agoniza por dias no pequeno lamassal.

Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Pesadelo interminável por noites gélidas em um simplório abrigo
Seca planta que morre aos poucos sob os raios de um sol escaldante
Pequeno réptil que atravessa a areia ao encontro do previsível inimigo.

Sou poeira cósmica na imensidão infinita de um vazio fascinante
Tristeza descomunal nas tardes e noites imersas em aguaceiras
Indiferença visível em olhos alheios de maneira dilacerante
Ser abandonado em uma montanha de lixo por mãos covardes e traiçoeiras.
               http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

Um comentário:

  1. Amo poesias e crônicas. era de um blog assim que eu precisava.
    Parabéns e sucesso.
    bjos.
    http://tipocasual.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir