sexta-feira, janeiro 18, 2013

ÁRVORES TRÊMULAS E APÁTICAS (19/01/2013)





Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Crianças abandonadas a caminhar descalças por trechos escuros em retas distorcidas
Pântanos extremamente frios e sombrios em dezenas de tristes tardes enfáticas
Nevoeiro voraz a aproximar-se velozmente de medíocres e insignificantes vidas.

Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Milhares de cinzas dispersas por uma terrível e avassaladora tempestade
Pessoas com olhares destruídos em feições frias e enigmáticas
Tudo aos olhos sanguinários de uma cruel e autoritária divindade.

Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Peixes agonizando nos lamassais criados por secas mortíferas e deprimentes
Humanos morrendo à cada esquina por desprezíveis doenças assintomáticas
Seres inocentes sedentos por pingos de água em dias absolutamente quentes.

Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas
Um mundo repleto de dor a girar incansável perdido no infinito
Há anos eu ouço falar de um ser invisível e as suas mãos sádicas
Escravizando milhões de almas pobres com desprezíveis manuscritos.

Vejo vulcões ensandecidos lançando as tuas lavas divinas sobres as árvores trêmulas e apáticas!
                                 http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

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