terça-feira, junho 26, 2012

SEM-TERRA (28/03/05)

Severamente castigado por mãos inimigas
Torturado brutalmente à beira do precipício
As correntes apertadas iniciam a fadiga
Dominam o meu corpo,incitam o meu suplício.                               

Fazendeiros desalmados agarram-me sem pudor
Massacram o meu corpo na terra encharcada
O sangue se mistura entre lágrimas de dor
A lastimada prova da covarde emboscada.

Apenas um sem-terra tentando assentar
Centenas de famílias sem rumo e esperança
Queremos muito pouco,somente um simples lar
E isso não justifica a covardia dessa matança.

As terras que “invadimos” estão esquecidas por esses homens
Alguns metros é o suficiente para podermos iniciar
Com isso abrandaremos o frio,sede e fome
Dessa gente mal tratada,já sem forças para andar.

Continuaremos sempre em busca dos nossos objetivos
Lutando bravamente contra as “tempestades fortes”
As famílias assentadas só nos servem de incentivo
Alimenta o nosso ego,cicatriza os nossos cortes.
        Alexsandro Menegueli Ferreira

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