quinta-feira, março 07, 2013

RAÍZES DO MAL (06/03/2013)


Desapareçam de minhas velhas e conturbadas entranhas
raízes impregnadas com devastadoras doenças terminais
Lancem à minha frente alguns resquícios da acalentadora luz
Para abrandar a agonia, nessas escuridões angustiantes e infernais,
onde o sangue inocente, é consumido a todo instante com tremenda voracidade
e a alma aflita, perambula nas precárias e mórbidas aldeias.
Afastem esses diabólicos e numerosos vultos, que perambulam pelos becos
e surgem sorrateiros, pelas incontáveis e densas paredes
Queimem esse imenso berçário de loucuras e melancolias
Assassinando as depressões, e suas inesgotáveis sedes
pelas caminhadas contentes perto de um lindo regato,
e pelos desejos reclusos dentro de erosivas veias.

Desapareçam de minhas velhas e conturbadas entranhas
fantasmas amargurados, com vozes perdidas em chuvas silenciosas
Ordenem para que eu renasça dessas esquecidas cinzas escuras
Ressurgindo pelos ares, em gigantescas asas primorosas
Dissolvam os meus tenebrosos e latentes medos do desconhecido
em caldeirões repletos de substâncias altamente corrosivas.
Amarrou-me eternamente, como fizeste com o mitológico Prometeu
Devorando o meu fígado naquela rocha enigmática e distante!
Não quero mais as suas mãos gélidas e pútridas nesses tristes minutos
afagando os meus cabelos, em seu detestável e deformado semblante!
Desenterrem as chaves daquele profundo buraco construído há tempos...
Abram as celas dessa prisão, de lembranças medonhas e depressivas.

Desapareçam de minhas velhas e conturbadas entranhas
demônios sanguinários, que definham a minha esmiuçada essência
Libertem a minha desnorteada alma desse amargurado calabouço
Curem todos os meus devaneios, as minhas depressões e: Clemência!
Não suportarei por mais essa noite, habitar nesse mundo insano e cruel
onde as ilusões deprimidas, sorriem despreocupadas em minha mente.
Juntem todos os meus tormentos, e arremesse-os para a imensidão do vazio
longe dos meus poucos domínios, e próximos aos planetas confusos, errantes
Reclusos em uma escuridão significativa, e sem caminhos para a ansiosa volta
se perderão pelo infinito afora, os gritos pavorosos que se fazem retumbantes
Destruam-me como um simples inseto, que perambula indefeso pelo porão
e refaçam-me mais forte do que centenas de bizões, aniquilando o abismo à minha frente.

Desapareçam de minhas velhas e conturbadas entranhas
sentimentos agourentos, que me enterram vivos em sepulcros imaginários
Libertem-me desse pântano pegajoso, esquecido em terras longínquas e desoladoras
Escureça por segundos a minha vista, para que não me depare com olhos frios e ordinários
me espreitando por todas as noites sombrias e silenciosas, sem rumores de vida,
quando recluso permaneço num canto úmido, frio e imundo.
Forças existentes, em um mundo invisível para quase todos os humanos
libertem o meu desestruturado cérebro, das mãos pálidas do sofrimento
Desenterrem de imediato, dos mais profundos e infinitos grotões
a esperança em carruagem colorida, que se deleita sobre o ombro amigo do calmo vento
Ressussitem-me desse lugarejo horrendo, onde os mortos te ignoram com toda a veemência!
Evoquem os grandes deuses, e criem jardins pelos caminhos desse insuportável mundo.
                                      http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

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