segunda-feira, março 18, 2013

IMERSO À NOITE PÁLIDA (17/03/2013)


Imerso à noite pálida,
Conturbada alma, trêmula e inválida...
Chicotes flamejantes descem furiosos
pelos céus negrescos, e as trevas funestas,
aprisionam-me em cárceres nefastos,
situados próximos a uma insólita estrada.
Todos nesse ambiente, partiram estranhamente,
para vilarejos longínquos, lugares que desconheço
Não há rastros. Nesse calor abominável, me aqueço
amargurado, junto ao limo deteriorado,
Na inexistente alvorada!

Imerso à noite pálida,
Conturbada alma, trêmula e inválida...
Olhos demoníacos atrás dos arbustos,
secos e cinzentos, carregados com frutos putrificados.
Fragrância mortífera do inferno palpável,
instalado em minha mente confusa, perdida.
Meu grito angustiado, em um vento injuriado,
perde a intensidade, e extingui-se no triste partir
Ninguém! Nesse instante, ninguém pode ouvir,
Os sons tenebrosos, por seres malfeitosos,
A depressiva face da despedida.

Imerso à noite pálida,
Conturbada alma, trêmula e inválida...
Carnívoras pestes, vindas das obscuras trevas,
devoram os meus pensamentos concisos, e
deixam instalados os martírios em anos sangrentos.
A macabra depressão, se alastra no calabouço de meu inconsciente.
Caminho trocando os passos, e os maus ventos tão carrascos,
Fuzilam sem pena o meu corpo, com dezenas de pedras a rajadas...
Prossigo me arrastando, e me apavoro com as tenebrosas gargalhadas
Já não distingo o que se passa, e nada mais do que eu faça,
Irá me salvar desse castigo tão pertinente!

Imerso à noite pálida,
Conturbada alma, trêmula e inválida...
O chão estremece por minutos que não possuem fim,
E nas fendas que se formam, surge um grandioso
recanto de mortiços, com as suas cruzes negras e sangrentas
O sangue podre infesta o mórbido ar, entrando por minhas narinas.
Abrem-se os túmulos! Ploriferam-se os acúmulos
de sentimentos depressivos, de sentimentos temerosos
A lúgrube madrugada, vai me castigando em teus braços tempestuosos
Não existem caminhos para percorrer! Ajoelho aos prantos, não quero morrer!
Avisto a sombra da impiedosa morte, descendo furiosa as altas colinas.
                     http://alexmenegueli.blogspot.com.br/

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