quinta-feira, julho 24, 2014

ENIGMA 11/05/2014

Tão distantes se desenhavam por todo esse longo percurso e, decerto, agora posso sentir e vislumbrar a sua chegada. Flores, folhas, borboletas: há algo diferente nesse cenário de vida, e a minha partida será ao menos um pouco mais serena. Ventos calmos passeiam desenvoltos por frios lagos, e os afagos provenientes dos que realmente contam: surgem como gafanhotos desgovernados e me arrastam para Terras inimagináveis! As sensações boas são por mim veneradas, e, ao caminhar tranquilo por diferentes estradas, não meço esforços pra tentar me adequar a esse mundo de raridades.
Admiráveis passeios pela manhã fresca desse lindo dia e ultrapassando todas as fronteiras possíveis do impossível, me liberto das amarras cruéis que limitava o meu sonhar. Sigo livre por essas pequenas ruas e caminho como nunca antes sem vontade nenhuma de retornar. Aqui o sentido se faz presente, e a dor característica e natural jamais se sente. Anestesiado talvez por alguma substância desconhecida, mas feliz, como jamais poderia pressupor. Sou como um pássaro veloz que voa livre pelos ventos sem o peso da opressão. Vivo solto a muito custo, e aproveito dessa liberdade: cada fração.
Agora, nesse instante, viajo a uma velocidade inimaginável e invado um ambiente vívido em meu enigmático mundo. Músicas infantis rolam na vitrola bem ao fundo, e são inevitáveis o cair das lágrimas. Vozes e mais vozes... Nunca fui capaz de misturar-me a esse lindo contexto em tempos de ouro, mas nesses dias atuais transformo-me em ser tenaz e quebro essa horrenda barreira que tanto me sufocou! Há tanta luz aqui dentro e tantos rostos harmoniosos! Alguns nem são tão formosos, mas a essência de cada um me faz tão bem. Aqui, os defeitos são inexistentes e o orgulho: não vale um vintém!

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